O autoengano não deixa a conta fechar

Em geral o autoengano é um mecanismo de defesa da mente. Esse mecanismo é utilizado pela pessoa para sobreviver à dura realidade que lhe é imposta. É acreditar numa informação fantasiosa que a própria pessoa criou. Quando isso acaba se transformando em hábito, usado desnecessariamente, torna-se muito prejudicial. O autoengano não deixa a conta fechar. O jargão O jargão “a conta não fecha” é muito utilizado por economistas. Nesse texto estaremos usando esse jargão, no sentido das pessoas que tentam iludir a si próprias, criando personagens fictícios, para enfrentarem a realidade. É bem comum, pessoas se apresentarem com as suas autoestimas poderosas e empoderadas, se dizendo fortes e, na maioria das vezes, resolvidas emocionalmente e profissionalmente. Até aqui a conta fecha. Ao encarar, na prática, suas reais potencialidades, a contabilidade começa ficar totalmente discrepante. Existe uma incoerência entre realidade do seu dia-a-dia e a sua vida de aparência, em outras palavras, como a pessoa se percebe e como ela percebida pelos seus pares. É como diz um amigo: “Existem pessoas com muita iniciativa e pouca acabativa.1” 1 Acabativa é um neologismo criado por Stephen Kanitz, que segundo o autor é “a capacidade que algumas pessoas possuem de terminar aquilo que iniciaram ou concluir o que outros começaram”. Ciclo do autoengano Existe, no autoengano, um ciclo na mente de uma pessoa, com a seguinte forma de funcionamento: Vamos dar alguns exemplos. Exemplo 1 Nesse exemplo, consideremos um casal que sai em viagem de carro, se divertem muito e passam um maravilhoso final de semana. Na volta, a pessoa que conduz o carro fica irritada, facilmente. A conta não fecha. O fenomenal final de semana se dissipou muito rapidamente. Exemplo 2 Uma mãe, ou pai, que confia plenamente em seus filhos, não teria necessidade de ser autoritária(o) e controlá-los em excesso. Novamente a contabilidade, não passaria pelo fisco da realidade, e tal atitude, de pura aparência, seria mais do tipo “para inglês ver”, e portanto, a conta não fecha. Nos relacionamentos amorosos podem acontecer decepções, frustrações e, até, rejeições, mas se essa relação era alicerçada em admiração, amor e carinho entre os parceiros e, caso o mundo de um dos parceiros ou de ambos desaba, a contabilidade foi feita errada e, portanto, a conta não fecha mesmo. O autoengano pode ser utilizado como uma forma de sobrevivência, mas, quando o uso dele vira um hábito, passa a ser doentio. O autoengano leva a uma distorção da realidade, a pessoa passa a viver de aparência, isso a prejudica pois a percepção que pessoas tem dela é irreal. Construída a partir de um pseudoself. É, o caso de uma pessoa que para não ser vista pelos familiares e amigos como frágil passa a bancar o “super-homem”. A conta pode fechar Caso queira que a conta feche, procure ajuda e seja autêntico no seu propósito de vida. Transformar o impossível no possível é autoengano, portanto é mais do mesmo. Procure não iludir-se, o autoengano somente posterga as situações reais ou fantasiosas não resolvidas. Encarar os problemas de frente é sempre a melhor solução. Concluindo, permita-se apreciar melhor a vida e, com certeza, verá o quanto ela pode ser maravilhosa. Sebastião Souza Psicoterapeuta de casais e famílias CONHEÇA A TERAPIA DE CASAL ONLINE A terapia de casal Online é um tratamento terapêutico, no qual um ou ambos os cônjuges procuram ajuda, em virtude do casamento estar passando por alguma crise. Quer saber mais, é só clicar aqui. Agende agora a sua primeira sessão! Cel.: / Whatsapp: 55 11 99276-1327 Clique no botão do WhatsApp do nosso site e fale com Sebastião Souza agora

Terapia de Casal ONLINE com Sebastião Souza

Conheça um pouco sobre Sebastião Souza Psicólogo clínico, com mais de 20 anos trabalhando com terapia sistêmica individual, de casal e família. Membro da APTF (Associação Paulista de Terapia Familiar) e da ABTF (Associação Brasileira de Terapia Familiar), diretor pedagógico e professor da Escola Vinculovida – escola formadora de terapeutas de casal e família. Está criando a modalidade de Terapia de casal Online  em função do isolamento produzido pela pandemia do Covid-19. Sebastião Souza possui um podcast – familiapodcast. Neste podcast analisa o trabalho terapêutico numa abordagem sistêmica direcionada para 2 tipos de episódios:  1-Previsíveis –  Exemplos: Nascimento de um filho(a), casamento de um filho(a), intercâmbio, filho(a) na adolescência, entre outros. 2-Imprevisíveis – Exemplos: Morte prematura de um ente querido, segredos familiares, depressão de um dos membros família ou casal, divórcio/separações conflituosas, entre outros. Clique aqui para conhecer o podcast. O que é a terapia de casal online? A terapia de casal Online é um tratamento terapêutico, no qual um ou ambos os cônjuges procuram ajuda, em virtude do casamento estar passando por alguma crise. Quais são os principais motivos para se procurar uma terapia de casal? Os motivos são os mais variados possíveis, porém, o que embasa essas crises, são basicamente três situações: 1ª – A quebra do contrato pré-estabelecido para a convivência a dois: 2ª – A decepção de um ou de ambos os cônjuges por não ter as suas expectativas, projeções e idealizações atendidas pelo casamento: 3ª – A falta de um projeto de vida do casal onde os cônjuges tendem a viver mais para as famílias, esquecendo do papel de homem e mulher: A terapia de casal Online serve apenas para casados? Não, a terapia de casal Online para pessoas que tem uma vida a dois regida por laços afetivos, contudo, é necessário que exista algum tipo de convivência entre esses cônjuges. Principais objetivos da terapia de casal? Restabelecer o padrão de funcionalidade saudável e harmônico entre os cônjuges e eliminar o fator gerador de crise. Sebastião Souza explica como é uma sessão Online De um modo geral, a sessão passa por três etapas: 1ª – Eu estarei escutando as queixas e observando as manifestações comportamentais de ambos os cônjuges. 2ª – Estarei fazendo intervenções com o objetivo de identificar e investigar causas atuais presentes hoje na crise e possíveis causas passadas que possam estar interferindo na relação do casal e por questões que não foram resolvidas com sua família de origem ( pais, irmãos, avôs, tios e primos). 3ª – Em conjunto, eu e o casal faremos um planejamento terapêutico a ser desenvolvido. Quero observar que, nesse momento, estarei sinalizando dois ou três possíveis sintomas da crise conjugal. Caso o casal concorde será estabelecido um contrato para iniciarem o tratamento e eles receberão uma tarefa conjugal, como se fosse uma receita médica. Quanto tempo dura o tratamento? Depende da questão a ser tratada, porém, de um modo geral, oscila entre 18 a 22 sessões semanais e após 03 meses, as sessões passam a ser quinzenais. Qual é o tempo da cada sessão? O tempo de cada sessão é de 1 hora. Como funciona o atendimento online? A pessoa telefona ou envia uma mensagem pelo WhatsApp. Estaremos então, agendando um horário para a 1ª entrevista. O horário deve estar entre  8h e 20h. O atendimento Online poderá ser pelo Skype ou através de vídeo do WhatsApp. O casal poderá escolher o aplicativo que gostaria de usar. Agende agora a sua primeira sessão! Cel.: / Whatsapp: 55 11 99276-1327 Clique no botão do WhatsApp do nosso site e fale com Sebastião Souza agora

Os meus 100 dias de isolamento

O Covid-19 é um pequeno agente venoso e infeccioso que colocou o mundo em isolamento. Nesses 100 dias, morri e renasci várias vezes, em sonhos, pensamentos, emoções e até na forma de demonstrar meu comportamento. Por vezes, fui manso como se estivesse esperando um milagre, por vezes agressivo, hostil, grosseiro e proativo demais levando meu organismo a exaustão. Não lembro ter sentido o sopro da morte e da vida tão próximos. Algumas vezes renasci das cinzas, como a fênix, em outros momentos, me senti um urso polar hibernando ou enrolado em um cobertor, por 14 horas assistindo seriados. Realmente, não dá para entender o que o isolamento pode fazer com a gente. Coisa que até o “diabo” dúvida, como se ele não duvidasse de tudo. Tudo indica que nossa mente não sabe o que nosso coração sente, e vice-versa. Não que eu seja imune ao perigo da contaminação, mas tento racionalizar, dizendo a mim mesmo que estou fazendo tudo certo. Existe uma grande diferença entre o que eu quero ver e o que eu quero enxergar. Ver me faz entrar em contato com as minhas vulnerabilidades e fragilidades, nesse momento é como se a morte estivesse dentro de mim adormecida o tempo todo. Enxergar é me enganar que comigo isso não vai acontecer. Na verdade eu queria sempre poder ver. Enxergar me leva a uma “cegueira emocional” como se nada disso estivesse acontecendo. Vários foram os estágios que passei nos 100 dias de isolamento: A Negação Falar para mim mesmo, isso é um exagero, é coisa da mídia, não foi difícil, pois na vida, sou um mestre no uso da má-fé comigo mesmo, ou seja: quando não quero ver, sou capaz de furar meus próprios olhos. A Raiva Para essa eu tenho uma receita pronta, aquela que eu uso para disfarçar minha impotência quando também me sinto injustiçado. É também um excelente remédio para minha irritabilidade. A Barganha Negociar isso é comigo mesmo, prometo me tornar um ser humano melhor, amar mais o meu próximo, nem sempre cumpro, em geral, dou uma desculpa e negocio até com a minha própria culpa, dizendo que não tive tempo. O Desamparo Aqui surgem muitas perguntas e quase nenhuma resposta, isso me mata, tenho vontade de largar tudo e sair correndo. A Apatia Essa eu conheço bem, é minha alma gêmea, ela sempre arruma desculpa para quase tudo na minha vida, dor de cabeça na hora de namorar, de trabalhar e de estudar Considero também um santo remédio para um preguiçoso mental como eu. A Solução Passei a escrever e ler mais, ter mais prazer nas pequenas coisas, valorizar mais a vida, pois descobri que não quero morrer, mas também não posso escapar dessa lei natural que rege a raça humana. Como dizia Heráclito “viver de morte, morrer de viver”, ou seja, a partir do momento do seu nascimento você já começa a morrer. Essas são as minhas reflexões para os meus 100 dias de isolamento. Que tal agora você começar a escrever as suas reflexões? Nosso desafio Essa é a lista dos estágios que eu vivi nesses 100 dias de isolamento.  Negação – Raiva – Barganha – Expectativa – Desamparo – Apatia – Solução Agora escreva os estágios que você está vivendo ou viveu. Escreva agora os seus sentimentos em cada um desses estágios. Procure refletir sobre eles, entre em contato com suas emoções e, caso elas estejam dificultando seu desenvolvimento e amadurecimento emocional, procure ajuda para melhorar sua qualidade de vida. Eu acredito que um dia, todos nós, possamos caminhar juntos tentando alcançar um mundo melhor, com ou sem isolamento. Aqui vai meu conselho: Não deprima. Isso não é para tanto. São 100 dias de isolamento, tudo provisório, assim espero! Sebastião SouzaPsicoterapeuta de casais e famílias

Você é do time dos que FALAM ou dos que FAZEM?

No final deste texto você deve responder a uma única pergunta: Você é do time dos que falam ou dos que fazem? Costumo dizer que conheço vários tipos de pessoas e, de um modo geral, no meu convívio, é comum encontrar “aqueles que falam e aqueles que fazem”. Não se trata de preconceito ou discriminação, faz parte da minha profissão compreender as pessoas que avaliam e mensuram na prática a efetivação dos seus projetos de vida. Mudar é viver.Viver é praticar novas interações, sempre que a vida exigir.   Como eu entro no time dos que fazem? Adaptar-se é pouco. Precisamos ir a luta, interagir e praticar para realizar mudanças. Não basta estar consciente que precisa mudar, é preciso internalizar e praticar, provendo mudanças reais no seu “modus operandi” de vida, frente aos conflitos que a vida nos impõe. Tentar mudar, sem praticar, é fazer sempre mais do mesmo. As percepções, os mecanismos de sobrevivências, experiências e aprendizagens que a pessoa assimilou e desenvolveu, são formadores do seu mecanismo cerebral. A neurociência nos ensina que a pessoa que nunca viu um “tucano”, não pode reconhecê-lo.   Como enxergamos os objetos? Depois que a luz da imagem passa pelas nossas pupilas e pelo cristalino, foca-se na parte de trás do olho, numa região chamada de retina. As imagens, na retina, viram de cabeça para baixo. Depois a luz viaja, através de nervos óticos, da retina até o cérebro. Quando o cérebro processa a informação a imagem é virada novamente ficando na sua posição normal. Então, é no cérebro, que as imagens podem ou não serem reconhecidas. Portanto, se alguém diz que quer mudar um comportamento eu logo pergunto: O que você está fazendo, na prática, para realizar essa mudança? Vou dar dois exemplos.   Primeiro exemplo Uma pessoa está casada e reclama dessa união, não se sente feliz, sofre muito por isso, mas não sabe o que fazer. Pergunto a ela: Por que você não procurou logo ajuda? Ela diz então que tem medo de ficar sozinha. Isso é conhecido como uma autossabotagem. Agindo assim, essa pessoa tem um ganho indireto, ou seja, não precisa entrar em contato com o medo da separação.   Segundo exemplo A pessoa diz que não está bem no seu trabalho, no qual permanece há mais de 15 anos. Pergunto: O que você tem feito, para mudar essa situação? E então, muitas vezes, a pessoa não tem resposta. Isso é fazer mais do mesmo. Como diz a música de Geraldo Vandré: “…esperar não é saber. Quem sabe faz a hora não espera acontecer”. Você é do time dos que falam ou dos que fazem? Na prática, o que vale mesmo é quer mudar, nada de esperar, vá em frente e faça acontecer. Procure criar as oportunidades, potencialize seus recursos, saia da zona de conforto e encare o alto preço da mudança. Você consegue! Por isso mudar, sem sair lugar, pode ser um ato de má-fé. O que não deixa de ser um modo de vida. O chamado “viver no desprazer”.   Será que você é assim? Prometo discutir esse tema num próximo post. Aguarde! Se você quiser saber mais leia nosso post:Você é um comunicador ou um enxugador de geloCLIQUE AQUI PARA LER Sebastião SouzaPsicoterapeuta de casais e famílias

Fantasmas: estão na família; estão em você

Fantasmas: estão na família; estão em você Fantasma O Fantasma está na família, na política, na sociedade, na economia, enfim, faz parte da história de toda humanidade. Os fantasmas se impõem, não tem como matá-los, por isso, são chamados de fantasmas. Posso me livrar dos fantasmas? Você não se livra, mas aprende a conviver. Como eles apareceram na minha vida? Os fantasmas existem desde o início da nossa civilização, quando o ser humano compreendeu que, para sobreviver, precisava identificar o que era real e o que era imaginação frente às adversidades da vida. Quando os fantasmas entram na minha vida? Provavelmente, antes da sua gestação, presentes no imaginário psíquico de seus futuros pais. Ao nascermos, já os recebemos como legado, porque são os fantasmas das nossas famílias atuais e das gerações passadas. De que forma os fantasmas são construídos? A partir de questões emocionais não resolvidas e, além disso, são mecanismos de defesa, negação da realidade, algumas vezes usados para sobrevivermos e nos adaptarmos a um contexto hostil. Goste ou não, nossos fantasmas familiares são intransferíveis Não tente evitá-los, mas, sim, transformá-los. Os fantasmas tenebrosos e paralisantes podem se tornar fantasminhas camaradas, como o “Gasparzinho”, do desenho animado. Afinal, não temos saída. Por isso, tornar lúdico o que é impossível de se resolver tende a ser um indicador de sabedoria frente à herança deixada pelos nossos ancestrais. Quem pode saber? Tente fazer! Liste alguns dos seus fantasmas familiares, faça as pazes com eles e deixe que componham a sua história. Essa convivência pacífica pode ajudá-lo a compreender suas perturbações mentais/emocionais, porque eles são problemas, mas também, as soluções das inquietações e dúvidas que a vida reservou a você. Mas, afinal, o que é real e o que é fantasia? Essa é outra questão, a ser analisada num próximo post. Aguarde! Quer saber mais? Leia nosso post:  Como exterminar fantasmas do passado ou transformá-los em “gasparzinhos” CLIQUE AQUI PARA LER Sebastião SouzaPsicoterapeuta de casais e famílias

Relações virtuais e reais: até que ponto elas te prendem ou te libertam?

Apesar da era das redes sociais, ficar só não é uma arte impossível. A fantasia, a ingenuidade e a ilusão de que a vida on-line supre a solidão nada mais é do que um autoengano. Pertencer é diferente de interagir. Relacionamentos interpessoais, namoros, casamentos, famílias e vida profissional não podem e não devem excluir a individualidade das pessoas. Transitar entre “eu” e “nós” é um exercício constante de quem deseja ter prazer, vivendo suas relações, sem se desconectar de si. Enganar-se na entrega das relações, por medo, por vivências tristes, traumas e fantasmas vividos, é forjar um personagem para sobreviver às dores e aos sofrimentos ainda não cicatrizados. Uma pessoa, por exemplo, que viveu infância e adolescência sendo agredida pela mãe, pai ou cuidador, verbal e fisicamente, pode criar um personagem lúdico, leve, brincalhão, procurando passar a imagem que é “zen”. Ou seja, fez uma mágica para se esconder dessas dores que viveu e para não ficar só, criando uma legião de amigos na vida real e virtual. No entanto, está reclamando sobre nunca se sentir amado e aceito de verdade. Nesse momento, a máscara cai, vindo à tona os fantasmas, medos e inseguranças. Mas como se desfazer dessa sombra? Sejamos sinceros: fácil não é, mas é possível, sim, e vale a pena! Quando pararmos de correr de nós mesmos e encontramos prazer nos propósitos e objetivos que elegemos para viver autenticamente, damos um passo na luta contra os fantasmas do passado, porque deixamos de usar subterfúgios para fugir das dores e dos sofrimentos que nos afligem. Nesse momento, conseguimos nos entregar autenticamente às relações afetivas e profissionais, que nos ajudam a construir uma imunidade emocional. Aprender a viver consigo não é apologia à solidão. Pelo contrário, é instinto de preservação, de quem não deseja fazer de suas relações bengalas de apoio para não se enxergar. Enganar-se, fingindo estar feliz, sem brigas e conflitos com parceiros e pares, é como viver em Marte tentando fazer valer os recursos, hábitos e aprendizagens adquiridos na Terra. Faça este teste: Pense sinceramente se você consegue conquistar pessoas (nas relações afetivas, sociais e profissionais), seus objetivos e realizar seus projetos, tudo ao mesmo tempo. Agora pense se você conseguiu manter essas relações, os objetivos e os projetos, fazendo uma lista do que aprendeu em cada situação. Identifique se você adquiriu, por meio desse conjunto de relações e projetos pessoais, a “imunidade emocional”, ou seja, se suas dores e sofrimentos do passado já não lhe assustam mais. Caso você consiga ficar bem com você e com os demais que elegeu para sua convivência, parabéns. Você não é um sabotador da própria vida. Porque muito melhor que “antes só do que mal acompanhado” é “só e junto é bom à beça!” Boa sorte! Sebastião SouzaPsicoterapeuta de casais e famílias

O seu relacionamento é assombrado por fantasmas?

Uma amiga manifestou o desejo de tirar um ano sabático, ou seja, parar de trabalhar para viajar, repensar a vida. Confesso que fiquei preocupado, afinal, ela é do tipo que trabalha “14 horas” por dia. Perguntei como faria isso e minha amiga comentou que pretende parar no dia 31 de dezembro. Ou seja, no badalar do ano novo, ela dirá para seu corpo e sua mente: “Estamos fechados para balanço. Vocês não terão mais a carga que carregaram até ontem”. Vale ressaltar que mudanças comportamentais repentinas e bruscas nem sempre fazem bem ao corpo e cérebro. A transição e a preparação para um ritmo novo são necessárias para se evitar uma espécie de “choque térmico”. Assim também são os relacionamentos com namorados (as), amigos (as), esposos (as), familiares e colegas trabalho. Muitas vezes, o que as pessoas querem e desejam é incompatível com a realidade das experiências emocionais que vivenciaram até então em suas famílias de origem – a bagagem que carregam. Quando desejamos nos relacionar com qualidade urge fazer uma revisão nas nossas vidas para compreender se o que estamos pedindo a nós mesmos e ao outro é real e não está fincado do mundo das idealizações. Um exemplo é a pessoa que se casa com alguém calmo, tranquilo. Inconscientemente foi a escolha para não reviver episódios de agressões verbais e físicas que presenciou entre seus pais, sendo também agredida, às vezes. Dá para entender que é mais coerente escolher um (a) namorado (a) para casar que ajude a construir um lar sem brigas. No entanto, para evitar qualquer tipo de conflito, essa pessoa não se coloca, não diz o que pensa, não contrapõe o que o parceiro ou a parceira quer. Diz sim para tudo, com o objetivo de não reviver as angústias das experiências passadas. É uma forma de colocar as feridas, que ainda estão entreabertas, embaixo do tapete, transformando essa relação em algo cuja base é o desejo e não a realidade. A neurociência tem mostrado que enxergarmos o mundo a partir de nossas experiências. Os olhos captam os objetos por meio da retina e o mecanismo cerebral ajuda a traduzi-los. Quem nunca viu um tucano ou uma rosa não sabe reconhecê-lo. Por isso, um relacionamento verdadeiro só é possível quando nos reconhecemos e encaramos as vivencias nas famílias em que nascemos e fomos criados. Quem corre do passado se assusta com o presente e não se reconhece no futuro. Se você quer saber se seu atual ou futuro relacionamento é compatível com suas experiências anteriores, sem fantasias, faça o seguinte teste: identifique as três maiores dificuldades que você viveu com seus pais, avôs, irmãos, tios, primos ou cuidadores, que afetam você até hoje, como verdadeiros fantasmas. Pense, para cada um, em uma solução possível a fim de que esses traumas não afetem sua relação e não façam você viver em um mundo idealizado. Caso você precise exorcizar seus fantasmas, procure um profissional. Pode me procurar, porque sei como ajudá-lo. Desejo sucesso no seu relacionamento, que começa a ser verdadeiro quando há uma reconstrução do passado. Ou seja, a realidade vivida por você hoje, no presente. Boa sorte! Sebastião SouzaPsicoterapeuta de casais e famílias

Quando mulheres fortes alimentam a imaturidade dos parceiros

No reino dos animais irracionais, existem dois fenômenos muito utilizados quando eles querem fugir, atacar, atrair ou seduzir seus (suas) parceiros (as): o mimetismo e a camuflagem. Isto posto, quero discutir a influência de mulheres fortes na vida de homens imaturos, fazendo um paralelo com as fêmeas e os machos dos camaleões. O contexto dessa analogia são os casos de mulheres polivalentes que, inconsciente ou conscientemente, acabam nutrindo parceiros imaturos e irresponsáveis. Acabam, também, adaptando-se e moldando-se a situações desconfortáveis, de desvalorização e desqualificação, tudo para manter relacionamentos amorosos que, na maioria das vezes, são prejudiciais a ambos. Esse tipo de relação é o que chamamos de complementar, ou seja, essas mulheres necessitam de parceiros imaturos e vice-versa para se sentirem “bem”. Camufladas, como faz a camaleão-fêmea, de fortes e polivalentes acabam por exercer funções e papeis que não são seus, como ajudar os parceiros a encontrar emprego ou resolver uma pendência financeira, prejudicando-se. Algo como emprestar o cartão de crédito para o companheiro não “passar vergonha” na hora pagar um conta no bar. Atitudes que, no fim, só alimentam a imaturidade dos “meninos camaleões”, camuflados de homens adultos. Já as “meninas/adultas” disfarçadas, quando são convidadas a exercer algum papel na vida dos companheiros imaturos, não pensam duas vezes, tornando-se poderosas, versáteis e, algumas vezes, chegando até a imaginar que fazem milagres na vida do outro. Algumas assumem o lugar de mãe dos parceiros, sendo extremamente tolerantes com as peraltices e traquinagens dos “meninos camaleões”. Perdoam mentiras, infidelidades, justificam que são assim por conta da criação que receberam. Também são boas psicólogas, orientando e dando conselhos sobre como seus “meninos” devem se cuidar. Outra situação comum é aquela em que os parceiros imaturos precisam de segurança. Eles contam histórias de decepções amorosas, do medo de sofrer de novo, acionando gatilhos emocionais das poderosas mulheres polivalentes, que se colocam como salvadoras perfeitas, prometendo coisas que não podem cumprir, por exemplo, nunca decepcioná-los, não machucá-los, sendo “mágicas” a ponto de resolver problemas antigos, criados antes mesmo de seus parceiros terem chegado à vida delas. Se você é ou conhece alguma mulher que vivencia um relacionamento em que acaba bancando o papel de mulher forte e polivalente, camuflando seus verdadeiros sentimentos e engolindo “sapos”, seja para manter aparências, seja por medo de sair dessa situação e ter de encontrar-se, olhar para si, proponho algumas reflexões: Se você quer ter um relacionamento autêntico com as pessoas com as quais convive, não camufle seus sentimentos, caso contrário, a imaturidade do (a) seu (sua) parceiro (a) se tornará o véu que encobrirá a importante necessidade de você se enxergar e entender as suas dificuldades. Um véu que pode impedir o seu crescimento emocional. Pense a respeito e boa sorte! Sebastião SouzaPsicoterapeuta de casais e famílias

Inteligência Artificial e a Psicologia: rumo ao futuro automatizado

Ao mesclar ficção e realidade o futuro virou presente. Homens e máquinas coexistem, ora para melhoria da qualidade da saúde física, mental e emocional dos seres humanos, ora como possíveis ameaças com a destruição em massa da própria espécie. É comum as pessoas perguntarem: Um dia a máquina vai dominar o mundo? Em geral, essa resposta vem carregada de mitos, crenças e inverdades. Sabemos que todas as grandes invenções, inovações e conquistas do homem, oriundas de novas tecnologias, geraram desconfiança e medo quando as mudanças chegaram. A informatização, utilização de computadores realizando trabalhos que antes eram realizados por seres humanos assustou a todos. A rapidez em que o mundo se tornou informatizado acabou incluindo alguns e excluindo outros. A realidade de máquinas substituindo o trabalho que antes era efetuado por um ser humano, retirando seus empregos, trás um questionamento: Isso bom ou ruim? Em minha opinião, não é bom e nem ruim. É novo e, portanto, assustador. Máquinas dotadas de novos recursos computacionais possuem a capacidade de aprender. São máquinas inteligentes. Máquinas inteligentes Uma máquina inteligente é dotada, entre outros recursos, de programas de Inteligência Artificial. A Inteligência Artificial (IA) é uma área da ciência da computação que permite criar mecanismos e/ou dispositivos que simulam a capacidade humana de raciocinar, perceber, tomar decisões e resolver problemas, enfim, possuem a capacidade para serem consideradas inteligentes. Inteligência Artificial e Psicologia? A Inteligência artificial (IA) é uma área das ciências exatas, dito isso, como pode a psicologia e a IA andarem juntas? Onde se encontram? A Terapia Breve Existe uma abordagem psicológica chamada de Terapia Breve. A Terapia Breve tem objetivo e tempo determinado estabelecidos depois de uma compreensão do quadro do paciente, do diagnóstico e da delimitação do foco de trabalho. Exemplos 1 A Síndrome de Burnout é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade. A principal causa da doença é justamente o excesso de trabalho. Em outras palavras, a Terapia Breve tem inicio, meio e fim, de modo semelhante a um algoritmo 2 utilizado nos programas de informática. 2 Algoritmo, na Informática, é um conjunto das regras e procedimentos lógicos perfeitamente definidos que levam à solução de um problema em um número finito de etapas. Nossa conclusão Não há como negar que máquinas e seres humanos hoje coexistem em perfeita harmonia. A informatização dos procedimentos terapêuticos, sem dúvida, vai agregar valor na relação psicólogo/paciente. Haverá uma economia de tempo e dinheiro, otimizando a relação profissional/paciente e facilitando o acesso ao tratamento de um número maior de pessoas. Além do que, os aplicativos e as plataformas online, possibilitariam a redução do número de sessões, automatizando o levantamento das hipóteses diagnósticas, o que é de extrema relevância em saúde mental, pois o tempo e a rapidez do atendimento clinico atua como prevenção e salva vidas. Não é a máquina inteligente que determina o destino dos homens, mas sim, o uso que os homens fazem delas. Um desafio Faça um projeto de vida pessoal e profissional, pensando naquilo que gostaria de mudar, recriar ou reinventar para melhoria da sua qualidade de vida interpessoal, conjugal, familiar e profissional, nesse novo mundo homem/máquina. A flecha está lançada, isso prescreve irreversibilidade. Boa sorte. Sebastião SouzaPsicoterapeuta de casais e famílias Se você quiser se aprofundar neste assunto indicamos o trabalho do Prof. Sebastião Souza e do Prof. Dr. Flávio de Mello. Psicoterapia e Inteligência Artificial: Uma Proposta de Alinhamento CLIQUE AQUI PARA LER O TRABALHO

A Pandemia e Insensibilidade Caótica. O que fazer?

Pandemia e insensibilidade não combinam. Porém, quando a insensibilidade se torna caótica o preço pago por algumas classes sociais é bem maior. Para melhor esclarecer, vamos definir os conceitos de pandemia e insensibilidade caótica. Pandemia A pandemia, segundo Organização Mundial da Saúde (OMS), é a disseminação mundial de uma nova doença. Insensibilidade caótica A insensibilidade caótica é quando uma pessoa fica indiferente a dor do próximo e, ao mesmo tempo, tem dificuldade para perceber o momento que estamos vivendo. A pessoa fica egoisticamente cega e impossibilitada de interpretar e prever os cenários vindouros. No cenário atual, a insensibilidade caótica pode ceifar mais vidas do que a Covid-19. Vejamos um exemplo A OMS solicita, como recomendações necessárias, por conta da pandemia, que as pessoas lavem suas mãos e usem álcool gel. Mas sabemos que, em diversas partes do mundo, as pessoas passam por muitas necessidades, como falta de água potável e falta de alimentos. Como imaginar que elas possam seguir a determinação da OMS? Imagino que a Covid-19, não combinou essa parte com os responsáveis diretos e indiretos, que somos todos nós, que facilmente, algumas vezes, nos pronunciamos sobre o tema pandemia, de um modo insensível e caótico. A pandemia, quando usada de modo utilitário em plataformas politicas, fogueiras de “egos” em disputas judiciais e glamour midiáticos, torna-se um grande Reality show. A insensibilidade caótica não é privilégio dos nossos governantes, mas sim, de todos aqueles que não conseguem ver além do seu próprio umbigo. Com um agravante que na pandemia, a insensibilidade caótica coloca à disposição das pessoas, a possibilidade de apresentar suas reais facetas de falta de integridade moral, ódio, discriminações, preconceitos, indiferenças e rotulações. Alguns representantes das classes mais privilegiadas taxam as classes sociais menos privilegiadas de ignorantes, como se as classes privilegiadas não burlassem as recomendações da OMS e dos órgãos competentes. Então os mais privilegiados dizem que os menos privilegiados não sabem se cuidar e, por isso, acabam sendo mais atingidos pelo vírus. Como se, retirando-se a pandemia do jogo, as diferenças sociais, politicas e econômicas, não estejam matando muita gente. Qual é a desculpa? O ápice da insensibilidade caótica é o argumento que o mundo sempre foi assim e que, em outras epidemias, também morreram muitas pessoas. É como se as várias circunstâncias, tais como: guerras, fome, outras doenças que ceifam vidas humanas pudessem justificar e trazer alentos para os familiares que perderam seus entes queridos nessa pandemia da Covid-19. O vírus mata a pessoa e a insensibilidade caótica cria desesperança em todos aqueles que sonham com um mundo mais solidário. E perguntamos: O que fazer? Minhas ações e sugestões 1- Criar o equivalente a um “prêmio Nobel da insensibilidade”, que seria dado ao governante e a nação mais insensível com o seu povo. 2- Usar a minha profissão para realizar alguns atendimentos gratuitos. 3- Sempre que posso apresento algumas reflexões sobre os relacionamentos humanos e a Covid-19 , em nosso Blog e o no Podcast. Para sua reflexão E você? O que você poderia fazer utilizando os seus recursos pessoais e profissionais? Observação final Não me considero alguém bonzinho mas, não quero correr o risco de ser colocado entre os possíveis ganhadores do “prêmio Nobel da insensibilidade” isso, com certeza, marcaria os meus descendentes para sempre. Sebastião SouzaPsicoterapeuta de casais e famílias Compartilhe no Facebook